sábado, 20 de dezembro de 2008

Dardos na Corrente

Há correntes para tudo. Até para ficar rico mas nestas nunca fui apanhado. Esta que me atingiu, mesmo não importando grandes benefícios materiais, é muito gratificante só pelo facto de alguém se lembrar de nós. Desta vez foi o grande amigo Castrejo autor do magnífico blogue "Boca Negra" que me atingiu com o "Prémio Dardos". Amigo, obrigado e... Força na Berga!
Tanto quanto consegui apurar nas regras para atribuição desta magnífica condecoração, “com o Prémio Dardos se reconhecem os valores que cada blogueiro mostra cada dia em seu empenho por transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc…, que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras”.
Sem falsas modéstias, eu até julgo que aqui o meu "tasco" bem merece a distinção, tendo em conta os conteúdos que se pretendem valorizar, mas as regras não me agradam, ou melhor, não me agrada o ponto número três.
1 – Aceitar e exibir a imagem,
2 – Linkar o blog do qual recebeu o prémio e
3 – Escolher 15 blogs para entregar o Prémio Dardos.
Por isso vou introduzir uma variável de modo que esse número fique mais consentâneo com o meu pensamento. Vou dedicar o Prémio Dardos, de um modo geral, a todos que me visitam, porque são os meus visitantes a principal razão pela qual dedico algum tempo da minha vida a alimentar este espaço e, de um modo especial, àqueles com quem mais interajo e que figuram nos links da margem esquerda.

Feliz Navidad

Ponte do Mouro

O lugar de Ponte do Mouro é um local cheio de história, beleza e magia. Situa-se no extremo nordeste da freguesia de Barbeita, concelho de Monção, na confluência do Rio Mouro com o Rio Minho de que é afluente na margem esquerda.
Um facto histórico devidamente comprovado e célebre foi o encontro de D. João I com o Duque de Lencastre de onde resultou o casamento que daria origem àquela que foi designada Ínclita Geração e que consolidou a aliança que haveria de exaurir e sugar os magros recursos de que Portugal foi dispondo ao longo dos séculos.
Também reza a lenda que foi ali, durante a reconquista, que um rei Mouro na fuga precipitada à arremetida dos temíveis cruzados, se deparou com o profundo e estreito fosso impossível de ultrapassar.
Acossado pelos guerreiros cristãos e sem outra saída que não fosse deixar-se capturar ou saltar para a morte, o mouro desesperado intercedeu perante Deus (ou Alá?) prometendo que se o cavalo saltasse para a outra margem se converteria ao cristianismo.
Imbuído de uma fé que só o medo pode gerar, cravou esporas no fogoso animal, um puro sangue árabe, que voou sobre o abismo colocando o nobre sarraceno a salvo do outro lado do rio.
Não sei se cumpriu a promessa mas certamente voltou-se para trás sorridente, fez um manguito aos perseguidores e regressou às arábias...
Deixo por ali algumas fotos para aguçar o apetite.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Estado de Direito?

A libertação dos suspeitos acontece devido àquilo que parece ter sido um erro processual aquando da declaração do processo como excepcionalmente complexo. "Não foi dada oportunidade aos arguidos para se pronunciarem sobre esse pedido do Ministério Público".
Os quatro jovens "apenas" estão acusados "por crimes de associação criminosa, roubo, homicídio qualificado na forma tentada - contra dois polícias -, ofensa à integridade física qualificada, falsificação de documento e detenção de arma proibida. Os factos dizem respeito a assaltos a ourivesarias, um "carjacking" e ao Museu do Ouro de Viana, em Setembro de 2007 - roubos cujo produto de ouro e jóias está avaliado em cerca de um milhão de euros".
Aguardavam o julgamento em prisão preventiva mas parece que houve um erro... Um erro que foi bem aproveitado para saírem da prisão.
Só não existem erros relativamente ao ostracismo e desprezo a que são votadas as vítimas.
E como "pimenta no rabo dos outros é refresco", os paladinos da toga hão-de continuar a produzir coisas deste quilate.
Veremos como será quando sentirem o rabo a arder...


terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Um Blog Contra a Indiferença

Ali ao lado, nos outros laços, figura uma entrada para o blogue do Dr. Fernando Nobre, um Homem carismático, equidistante de grupos de pressão política ou económica, e que revela em todas as suas acções uma atitude e um humanismo incomuns.
Por isso recomendo a sua leitura e, se preferirem, que o marquem como um blogue a seguir.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Medidas de Antigamente

Continuando a desenvolver o tema medidas de antigamente, vamos hoje abordar o palmo, a vara e a braça, tentar definir a medida do côvado e ainda, um pouco desenquadrada, a fanega ou fanga.
Socorrendo-me mais uma vez da "Obra Histórica I", do saudoso pároco de Riba de Mouro, Manuel António Bernardo Pintor, diz-nos o estudioso Padre que a Mesa eleita em 1800 para governar o Santuário da Senhora da Peneda apresentou uma despesa de 59$160 (cinquenta e nove mil e cento e sessenta réis) com o pedreiro José Pereira, de Parada, "por novecentos e oitenta e seis palmos de pedra desbastada e carreto para os degraus da obra do fojo e capiamento do corrimão a sessenta réis". E para que não restem dúvidas do significado da medida ali expressa esclarece: "o palmo corresponde a 22 centímetros, a vara a 5 palmos e a braça a duas varas ou sejam 10 palmos".
Ainda da obra citada retiramos o seguinte trecho: "Para cortinados da igreja foram comprados 82 côvados (54,12 metros) de damasco, 120 varas de galão e 58 de retroz (...)". Assim podemos facilmente concluir que o côvado, uma medida cujas referências já surgem em textos do Antigo Testamento, corresponde precisamente a 66 centímetros do actual sistema métrico.
Já a fanega é uma medida que povoa as minhas recordações do tempo em que me esfalfava no cultivo das pequenas courelas de meus pais. Era uma medida utilizada para medir o milho, mais concretamente o quádruplo da quantidade de espigas que seriam necessárias para um alqueire de grão. Falei no quádruplo propositadamente porque na verdade a fanega eram quatro cestos de espigas, feitos à medida. Claro que não eram medidas exactas pois era bem visível a diferença entre o tamanho dos cestos mas aproximava-se bastante daquilo que servia de referência, ou seja, o alqueire de grão. Mas como já vimos em artigo anterior, o alqueire também não era uma medida universal. A mesma medida ainda servia de referencia para avaliar as dimensões de determinado terreno onde se cultivava o milho. E um campo de vinte fanegas já era uma propriedade "enorme", sendo que a maioria produzia entre as 4 e 10 fanegas do precioso cereal.
A este propósito diz-nos o Dicionário Online da Porto Editora que fanega é um nome feminino, regionalismo que significa "medida que leva quatro alqueires de pão, grão, sal, etc.; fanga". E ainda "pagamento em cereais aos pastores e barbeiros". É proveniente do árabe Faniqâ, medida de capacidade.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Eleições em Angola

"... uma província apresentou uma participação eleitoral de 108 por cento".
Já por aí referi uma notícia publicada em Moçambique acerca da participação massiva dos angolanos nas últimas eleições gerais que ali decorreram.
Agora é a Missão de Observação Eleitoral da União Europeia (UE) que nos brinda com este mimo.
E ninguém se importa. Perante as perspectivas de "saque" de milhões de dólares provenientes da exploração do petróleo e dos diamantes e outras excelentes oportunidades de negócios na agricultura e na construção civil todos os governantes e magnatas da alta finança se encolhem e deixam andar.
Legitimado por mais de 80% dos votos, os lambe-cus da UE (e não só) continuam a bajular o poder instituído e este continua a cagar-se para a populaça.

Porca Miséria!!!

"É possível que a maior parte dos homens de que se fala hoje não tenha cometido um só crime. É possível que não tenham tido, jamais, um comportamento ilícito. Mas tal se deve ao facto de as leis permitirem que se faça o que se faz. Até porque foram eles que as fizeram".
Quem assim escreveu foi António Barreto, um Homem de esquerda que não se deixou alienar pelas corruptelas ideológicas com que actualmente se identificam os fazedores de política.
Eu gosto de o "ouvir" e por isso teimo em "fazê-lo" meu convidado neste modesto pasquim.
É que depois de todas as vergonhosas atitudes e comportamentos daqueles em quem confiamos para gerir os destinos do País já nada nem ninguém tem legitimidade para exigir dos cidadãos qualquer sacrifício para sair do atoleiro de merda onde o mergulharam.
Mais preocupante ainda é que muitos daqueles que lhes deram o mandato se sintam bem assim...

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Glock ou gluk?

Glock com falhas graves. Quem o diz é o João Rodrigues do Correio da Manhã, certamente sustentado em informações que lhe chegam de quem está por dentro do processo. E já não é a primeira vez que oiço falar em coisas do género.
Ainda não me passou nenhuma pelas mãos, e também não preciso. Essas questões resolvo-as a murro e a vinte metros de distância, pelo menos. Mas já é demais.
Desde o conturbado processo de aquisição, à falta de um "botãozinho" de segurança, uma exigência extemporânea que vem confirmar o défice de confiança nos agentes policiais portugueses (como é que outras polícias que usam a mesma arma resolveram o problema?), passando pela impossibilidade do seu uso por falta de coldres (???), tudo agravado pelo facto de, segundo consta, ser uma arma a cair em desuso, só revela a qualidade dos burocratas que "mexem os cordelinhos" para dotar as Forças de Segurança com uma arma moderna, eficaz e adequada à função.
E nestes casos ocorre sempre uma interrogação: quem ganha com o negócio?
A resposta é simples: ganham os "ladrões" que andam muito melhor apetrechados que os polícias...

The Mission

terça-feira, 2 de dezembro de 2008