sábado, 17 de janeiro de 2009

Divagações

Perspectivas muito pouco animadoras :(
Défice derrapa, economia cai e desemprego sobe...

O embrulho dos combustíveis - Uma opinião credível e oportuna.
Não obstante a queda dos preços, em particular do gasóleo - deve salientar-se que continua 20% acima do que deveria ser o preço justo...

Outra vez o... sistema. Começa a perceber-se porque este senhor abandonou o barco mal tinha começado a navegar.
O sistema odeia pessoas sérias e íntegras... o Governo montou uma gigantesca operação de ocultação da situação... tudo o que tem sido feito não passa de coelhos que (...) vai tirando da cartola.

Retrato de Portugal, dos portugueses e dos actuais governantes. José Gil, um "exilado" da actualidade, atento ao que (não) se passa por cá...
Quando eu falo de autocratismo ou autocracia estou bem consciente que não estou só a falar do Governo, estou a falar sobretudo de uma pessoa. Isto pode parecer anódino, não significativo. Nós temos um Governo, mas um Governo cinzento, morno. Quem é que sobressai ali? Nada (...) E no meio, ou por cima ou ao lado há uma pessoa que tem um sorriso sempre até às orelhas, um dos sorrisos extraordinários que não pára, pára de vez em quando, e como se a vida fosse o triunfo quotidiano do progresso e essa pessoa é o primeiro-ministro.

SADs
As Sociedades Anónimas Desportivas (SAD) do Benfica, Sporting e FC Porto têm menos de 50% de capital próprio em relação ao capital social respectivo. A situação constitui falência técnica...

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Apelo - Português desapareceu em Berlim

Um jovem investigador português que trabalha em Berlim está desaparecido e foi visto pela última vez quando se dirigia para casa, na madrugada de sábado.
Nestas circunstâncias, por mais insignificante que seja, o nosso contributo pode ajudar a minorar a angústia da família do jovem cientista desaparecido em Berlim.
Eu fiquei ainda mais sensibilizado depois de ler o apelo lançado num blog por um primo e transcrito no 100nada da minha amiga Catarina Campos.
Aqui fica o meu contributo.


Actualização às 20:08:
Aqui podem ser obtidas mais informações acerca do enigmático desaparecimento.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Protesto Original

O blog FOZ DO RIO TRANCOSO 42º 9' 15'' está encerrado temporariamente. As razões descreve-as, de forma aparentemente jocosa, o seu autor e meu conterrâneo do concelho vizinho de Melgaço, Senhor Ilídio Sousa.
Mas é um protesto sério, veemente, que vai muito além da principal razão, o genocídio do povo palestiniano, para usar as suas palavras.
Pessoalmente não acredito que a forma encontrada por Israel para anular o Hamas e a sua belicosa luta pela libertação da Palestina seja a mais adequada.
O povo judeu já sofreu demais para agora se tornar o algoz do povo palestiniano, gente que nasceu naquela terra, no mesmo território onde nasceram os seus avós, e os avós dos avós, e todos os ascendentes de uns e de outros.
E deve perceber que no território agora flagelado pelas suas poderosas armas nem tudo que respira é terrorista. Mas a continuar assim certamente vão alimentar os velhos ódios e transformar em terroristas crianças que nasceram sem esse estigma.
E o mundo assiste serenamente à barbárie que ali se desenrola...

domingo, 11 de janeiro de 2009

A Casa do Crego

Apresento-vos a Casa do Crego. E, embora a nova designação seja Refúgio dos Cregos, eu insisto (e disso peço desculpa aos promotores do projecto) em recuperar a designação original, uma referência nos caminhos que ligavam Cavenca ao resto da freguesia quando ainda não existiam outras vias de comunicação que não fossem os velhos trilhos de pé ou de carro de bois.
O site, com um visual muito agradável, já contém alguma informação e fotografias que ilustram bem a beleza do local. Contudo, atrever-me-ia a deixar aqui uma sugestão: que explorassem a origem do nome. É muito provável que sejamos confrontados com alguma surpresa.
Pelo que me é dado observar, crego deriva do vocábulo latino clericu e significa cura, sacerdote, abade, clérigo, "membro da Igrexa cristiá que ten como dedicación principal o servizo a Deus" (http://www.digalego.org/).
Que eu saiba, nunca ali morou qualquer cura, nem disso ouvi falar. Mas, como já tenho demonstrado por aí, as coisas quase sempre têm uma razão de ser e não ocorrem por acaso.
Investiguem!
Com o devido respeito, aqui fica uma imagem da casa picada dali.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Alveitar

"O comandante austríaco não respondeu imediatamente, a ideia de que teria de justificar perante viena e lisboa uma acção de tão drásticas consequências dava-lhe voltas à cabeça, e a cada volta lhe parecia mais complicada a questão. Por fim, julgou ter encontrado uma plataforma conciliatória, propor que lhe fosse permitido, a ele e aos seus homens, entrar no castelo para se certificarem do estado de saúde do elefante. Suponho que os seus soldados não são alveitares, respondeu o comandante português, quanto a vossa senhoria, não sei mas não creio que se tenha especializado na arte de curar bestas..."
José Saramago, A Viagem do Elefante, Caminho, 6.ª Edição, p. 138

Referi-me, no post "A dança das bruxas", a um acto praticado frequentemente no Alto Minho, sempre que se transaccionavam animais. E dizia eu que "alobeitar" era uma inspecção efectuada ao animal transaccionado mas que esse termo não constava dos dicionários por mim consultados.
De facto, tal como eu escrevi e como é pronunciado na região, não é possível encontrar tal palavra nem o seu significado.
A pista para entender o vocábulo empregue pela minha gente deu-ma Saramago através da discussão estabelecida em Figueira de Castelo Rodrigo entre os oficiais que comandavam as forças militares do Rei de Portugal e do Arquiduque da Áustria, incumbidos de escoltar e garantir a segurança do elefante no percurso entre Lisboa e Viena e que me permiti transcrever acima, com a devida vénia.
De facto, alveitar, do grego hippiatrós (veterinário) pelo árabe al-baitár (idem), pode ser um nome masculino que indica aquele que trata de doenças de animais sem diploma legal e também um verbo transitivo, regionalismo que descreve acções como indagar ou pesquisar.
Para os estudiosos da evolução da língua portuguesa e mesmo para os que, como eu, não a conhecendo tão bem, cresceram a ouvir fonemas e vocábulos distintos daqueles que se utilizam num nível de erudição mais elevado, torna-se fácil compreender a transformação gráfica e fonética que aqui se pretende investigar.
Se tivermos em conta que no norte a troca do “v” pelo “b” é uma constante e que a forma falada e escrita em castelhano é “albeitar”, resta-nos indagar apenas por que carga de água aparece ali um “o” entre o “l” e o “b”, ou “v”, se quiserem. Numa rápida revisão da matéria, aferimos que os fenómenos fonéticos que adicionam sons às palavras são a prótese, a epêntese e a paragoge, conforme se faça no princípio, no meio ou no fim, respectivamente. Neste caso, verifica-se a adição de um som no meio da palavra através da inclusão da consoante “o”. Não é um fenómeno raro, especialmente nos regionalismos, embora o mais comum seja a adição de sons consoantes. Por se tratar de uma vogal, a epêntese tem o nome mais particular de anaptixe e visa apenas facilitar a pronúncia.
Alveitares muito conhecidos na minha terra, Riba de Mouro, foram o Sr. Ernesto, do lugar de S. Miguel e o meu parente, algo remoto, Manuel Alves Romano, de Quartas, cujos conhecimentos veterinários se tornavam, muitas vezes, extensivos às pessoas.
Fica a explicação. O Povo não é tão ignorante como parece, ou quanto o pretendem fazer parecer certos doutores da mula ruça.

Até quando?

Ano Novo, Vida Nova

Depois de uma transição de ano extremamente agitada e ainda com muita poeira no ar, consegui finalmente algum tempo para dedicar a este espaço. E nem o frio de rachar que se faz sentir, nem os prognósticos mais pessimistas sobre a conjuntura económica para este ano, nem a barbárie que decorre na Faixa de Gaza, conseguem arrefecer-me os ânimos.
Vamos a isto!

sábado, 20 de dezembro de 2008

Dardos na Corrente

Há correntes para tudo. Até para ficar rico mas nestas nunca fui apanhado. Esta que me atingiu, mesmo não importando grandes benefícios materiais, é muito gratificante só pelo facto de alguém se lembrar de nós. Desta vez foi o grande amigo Castrejo autor do magnífico blogue "Boca Negra" que me atingiu com o "Prémio Dardos". Amigo, obrigado e... Força na Berga!
Tanto quanto consegui apurar nas regras para atribuição desta magnífica condecoração, “com o Prémio Dardos se reconhecem os valores que cada blogueiro mostra cada dia em seu empenho por transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc…, que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras”.
Sem falsas modéstias, eu até julgo que aqui o meu "tasco" bem merece a distinção, tendo em conta os conteúdos que se pretendem valorizar, mas as regras não me agradam, ou melhor, não me agrada o ponto número três.
1 – Aceitar e exibir a imagem,
2 – Linkar o blog do qual recebeu o prémio e
3 – Escolher 15 blogs para entregar o Prémio Dardos.
Por isso vou introduzir uma variável de modo que esse número fique mais consentâneo com o meu pensamento. Vou dedicar o Prémio Dardos, de um modo geral, a todos que me visitam, porque são os meus visitantes a principal razão pela qual dedico algum tempo da minha vida a alimentar este espaço e, de um modo especial, àqueles com quem mais interajo e que figuram nos links da margem esquerda.

Feliz Navidad

Ponte do Mouro

O lugar de Ponte do Mouro é um local cheio de história, beleza e magia. Situa-se no extremo nordeste da freguesia de Barbeita, concelho de Monção, na confluência do Rio Mouro com o Rio Minho de que é afluente na margem esquerda.
Um facto histórico devidamente comprovado e célebre foi o encontro de D. João I com o Duque de Lencastre de onde resultou o casamento que daria origem àquela que foi designada Ínclita Geração e que consolidou a aliança que haveria de exaurir e sugar os magros recursos de que Portugal foi dispondo ao longo dos séculos.
Também reza a lenda que foi ali, durante a reconquista, que um rei Mouro na fuga precipitada à arremetida dos temíveis cruzados, se deparou com o profundo e estreito fosso impossível de ultrapassar.
Acossado pelos guerreiros cristãos e sem outra saída que não fosse deixar-se capturar ou saltar para a morte, o mouro desesperado intercedeu perante Deus (ou Alá?) prometendo que se o cavalo saltasse para a outra margem se converteria ao cristianismo.
Imbuído de uma fé que só o medo pode gerar, cravou esporas no fogoso animal, um puro sangue árabe, que voou sobre o abismo colocando o nobre sarraceno a salvo do outro lado do rio.
Não sei se cumpriu a promessa mas certamente voltou-se para trás sorridente, fez um manguito aos perseguidores e regressou às arábias...
Deixo por ali algumas fotos para aguçar o apetite.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Estado de Direito?

A libertação dos suspeitos acontece devido àquilo que parece ter sido um erro processual aquando da declaração do processo como excepcionalmente complexo. "Não foi dada oportunidade aos arguidos para se pronunciarem sobre esse pedido do Ministério Público".
Os quatro jovens "apenas" estão acusados "por crimes de associação criminosa, roubo, homicídio qualificado na forma tentada - contra dois polícias -, ofensa à integridade física qualificada, falsificação de documento e detenção de arma proibida. Os factos dizem respeito a assaltos a ourivesarias, um "carjacking" e ao Museu do Ouro de Viana, em Setembro de 2007 - roubos cujo produto de ouro e jóias está avaliado em cerca de um milhão de euros".
Aguardavam o julgamento em prisão preventiva mas parece que houve um erro... Um erro que foi bem aproveitado para saírem da prisão.
Só não existem erros relativamente ao ostracismo e desprezo a que são votadas as vítimas.
E como "pimenta no rabo dos outros é refresco", os paladinos da toga hão-de continuar a produzir coisas deste quilate.
Veremos como será quando sentirem o rabo a arder...


terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Um Blog Contra a Indiferença

Ali ao lado, nos outros laços, figura uma entrada para o blogue do Dr. Fernando Nobre, um Homem carismático, equidistante de grupos de pressão política ou económica, e que revela em todas as suas acções uma atitude e um humanismo incomuns.
Por isso recomendo a sua leitura e, se preferirem, que o marquem como um blogue a seguir.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Medidas de Antigamente

Continuando a desenvolver o tema medidas de antigamente, vamos hoje abordar o palmo, a vara e a braça, tentar definir a medida do côvado e ainda, um pouco desenquadrada, a fanega ou fanga.
Socorrendo-me mais uma vez da "Obra Histórica I", do saudoso pároco de Riba de Mouro, Manuel António Bernardo Pintor, diz-nos o estudioso Padre que a Mesa eleita em 1800 para governar o Santuário da Senhora da Peneda apresentou uma despesa de 59$160 (cinquenta e nove mil e cento e sessenta réis) com o pedreiro José Pereira, de Parada, "por novecentos e oitenta e seis palmos de pedra desbastada e carreto para os degraus da obra do fojo e capiamento do corrimão a sessenta réis". E para que não restem dúvidas do significado da medida ali expressa esclarece: "o palmo corresponde a 22 centímetros, a vara a 5 palmos e a braça a duas varas ou sejam 10 palmos".
Ainda da obra citada retiramos o seguinte trecho: "Para cortinados da igreja foram comprados 82 côvados (54,12 metros) de damasco, 120 varas de galão e 58 de retroz (...)". Assim podemos facilmente concluir que o côvado, uma medida cujas referências já surgem em textos do Antigo Testamento, corresponde precisamente a 66 centímetros do actual sistema métrico.
Já a fanega é uma medida que povoa as minhas recordações do tempo em que me esfalfava no cultivo das pequenas courelas de meus pais. Era uma medida utilizada para medir o milho, mais concretamente o quádruplo da quantidade de espigas que seriam necessárias para um alqueire de grão. Falei no quádruplo propositadamente porque na verdade a fanega eram quatro cestos de espigas, feitos à medida. Claro que não eram medidas exactas pois era bem visível a diferença entre o tamanho dos cestos mas aproximava-se bastante daquilo que servia de referência, ou seja, o alqueire de grão. Mas como já vimos em artigo anterior, o alqueire também não era uma medida universal. A mesma medida ainda servia de referencia para avaliar as dimensões de determinado terreno onde se cultivava o milho. E um campo de vinte fanegas já era uma propriedade "enorme", sendo que a maioria produzia entre as 4 e 10 fanegas do precioso cereal.
A este propósito diz-nos o Dicionário Online da Porto Editora que fanega é um nome feminino, regionalismo que significa "medida que leva quatro alqueires de pão, grão, sal, etc.; fanga". E ainda "pagamento em cereais aos pastores e barbeiros". É proveniente do árabe Faniqâ, medida de capacidade.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Eleições em Angola

"... uma província apresentou uma participação eleitoral de 108 por cento".
Já por aí referi uma notícia publicada em Moçambique acerca da participação massiva dos angolanos nas últimas eleições gerais que ali decorreram.
Agora é a Missão de Observação Eleitoral da União Europeia (UE) que nos brinda com este mimo.
E ninguém se importa. Perante as perspectivas de "saque" de milhões de dólares provenientes da exploração do petróleo e dos diamantes e outras excelentes oportunidades de negócios na agricultura e na construção civil todos os governantes e magnatas da alta finança se encolhem e deixam andar.
Legitimado por mais de 80% dos votos, os lambe-cus da UE (e não só) continuam a bajular o poder instituído e este continua a cagar-se para a populaça.

Porca Miséria!!!

"É possível que a maior parte dos homens de que se fala hoje não tenha cometido um só crime. É possível que não tenham tido, jamais, um comportamento ilícito. Mas tal se deve ao facto de as leis permitirem que se faça o que se faz. Até porque foram eles que as fizeram".
Quem assim escreveu foi António Barreto, um Homem de esquerda que não se deixou alienar pelas corruptelas ideológicas com que actualmente se identificam os fazedores de política.
Eu gosto de o "ouvir" e por isso teimo em "fazê-lo" meu convidado neste modesto pasquim.
É que depois de todas as vergonhosas atitudes e comportamentos daqueles em quem confiamos para gerir os destinos do País já nada nem ninguém tem legitimidade para exigir dos cidadãos qualquer sacrifício para sair do atoleiro de merda onde o mergulharam.
Mais preocupante ainda é que muitos daqueles que lhes deram o mandato se sintam bem assim...

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Glock ou gluk?

Glock com falhas graves. Quem o diz é o João Rodrigues do Correio da Manhã, certamente sustentado em informações que lhe chegam de quem está por dentro do processo. E já não é a primeira vez que oiço falar em coisas do género.
Ainda não me passou nenhuma pelas mãos, e também não preciso. Essas questões resolvo-as a murro e a vinte metros de distância, pelo menos. Mas já é demais.
Desde o conturbado processo de aquisição, à falta de um "botãozinho" de segurança, uma exigência extemporânea que vem confirmar o défice de confiança nos agentes policiais portugueses (como é que outras polícias que usam a mesma arma resolveram o problema?), passando pela impossibilidade do seu uso por falta de coldres (???), tudo agravado pelo facto de, segundo consta, ser uma arma a cair em desuso, só revela a qualidade dos burocratas que "mexem os cordelinhos" para dotar as Forças de Segurança com uma arma moderna, eficaz e adequada à função.
E nestes casos ocorre sempre uma interrogação: quem ganha com o negócio?
A resposta é simples: ganham os "ladrões" que andam muito melhor apetrechados que os polícias...

The Mission

terça-feira, 2 de dezembro de 2008