Semeia um pensamento e colherás um desejo; semeia um desejo e colherás a acção; semeia a acção e colherás um hábito; semeia o hábito e colherás o carácter.
(Tihamer Toth)
Mostrar mensagens com a etiqueta Angola. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Angola. Mostrar todas as mensagens
quarta-feira, 11 de março de 2009
Outras Oportunidades
Angola tem um potencial de negócios elevado. Não há que negá-lo. Mas foi deprimente ver todos aqueles lambe-cus, da área politica e empresarial a bajular o presidente, há mais de vinte anos no poder sem para tal ter sido elegido, e os membros da sua comitiva. Uns muito cordatos e subservientes, outros como abutres farejando a preia. Fica-se com a sensação de que existe um certo saudosismo do passado, semelhante ao sentimento despertado pela célebre frase do António de Santa Comba quando declarou solenemente "para Angola e em força". Mas se o objectivo for o lucro fácil não se iludam. A situação actual não é a mesma de há sessenta anos atrás e agora quem manda lá são eles...
Marcadores:
Angola
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Bob Geldof
Sir Bob Geldof, que veio a Lisboa para falar de desenvolvimento sustentado num evento promovido por iniciativa conjunta do jornal Expresso e do Banco Espírito Santo, disse para quem quis ouvir que "Angola é um país gerido por criminosos". E como a verdade, por vezes é incómoda, o divino Espírito Santo decidiu que não voltará a acolhê-lo no seu reino. Certamente que o famoso cantor e activista dos direitos humanos já se arrependeu de ter cometido tal afronta aos todo-poderosos gestores de um Estado soberano, além de criar uma enorme engulho aos anfitriões.
Imaginem se fosse o Marco Paulo a dizer tamanha "barbaridade"...
Imaginem se fosse o Marco Paulo a dizer tamanha "barbaridade"...
domingo, 6 de abril de 2008
Há 33 Anos
Encontrei-os há dias, quando percorria um mal organizado lote de fotografias. Conhecemo-nos na tropa e nunca mais encontrei nenhum deles.Gozávamos uns momentos de descontracção, em Tancos, sem sabermos bem porque carga de água ali fomos parar. Os seis cromos eram quase todos tripeiros: Areosa, Vila do Conde, Leça, Vilar do Andorinho, Gaia (2) e eu, o Munçoum, como era conhecido. Ademais, apenas recordo o apelido de dois deles, o Monteiro e o Miranda e, certamente, nenhum deles se lembrará do meu.
Bem no início da Primavera, tínhamos acabado a formação básica e a especialidade, Condutor Auto Rodas (CAR), e de ser colocados na nossa primeira Unidade, a Escola Prática de Engenharia.
Ainda estes dias me perguntavam: mas porquê condutor auto rodas, havia condutores auto sem rodas? Bem, sem rodas não, mas com rodas e patas havia, eram os condutores hipo, que na tropa sempre houve muitas cavalgaduras e, se é certo que esse número tem vindo a diminuir, a verdade é que ainda há por lá muitas bestas...
Mas, adiante, antes que a coesão das Forças Armadas estremeça e me veja a contas com um PD como aconteceu ao Sr. Coronel Alves de Fraga, autor do blog Fio de Prumo.
Mal sabíamos nós que nos estava reservada uma missão muito mais importante, a guerra do ultramar. É verdade, só um escapou, o vilacondense, que tinha a decorrer um processo de "amparo" de pais o qual foi deferido poucos dias depois, não sei se foi para amparar os pais ou se foi para os pais o ampararem a ele.
Senti um aperto enorme no coração quando em finais de Maio de 1975, ao passar em frente à caserna onde estávamos alojados, ao volante da "minha" Morris, regressava do Entroncamente onde íamos frequentemente em serviço de transporte de pessoal. À porta das instalações, com cara de quem "comeu e não gostou", estava o Leça que mal me viu gritou: ó Munçoum, bai arrumar a fragoneta que bamos pra'Angola...
Não acreditei mas ao dar conta do serviço caí na realidade. O sargento encarregado do parque auto mandou-me apresentar na Secretaria para tratar dos assuntos administrativos com vista à marcha para Lisboa.
No mesmo dia recebemos equipamento militar para dois anos de campanha em Angola e uma guia de marcha para nos apresentarmos no Depósito Geral de Adidos, Calçada da Ajuda, Lisboa. Volvidos dois dias, com uma dose cavalar de vacinas contra "tudo", regressamos a casa com a determinação de voltarmos ao DGA uma semana depois.
Aquele regresso a casa de forma tão inesperada causou alegria, naturalmente, mas também estupefacção. Não era normal, algo não encaixava na rotina que se tinha estabelecido. Disse o que se passava mas só quando mostrei o documento onde constava o despacho de mobilização é que se convenceram que era verdade. Afinal, um ano depois do 25 de Abril, a guerra ainda não terminara...
Subscrever:
Mensagens (Atom)