A história tem-nos ensinado que nem sempre as coisas são o que parecem. São inúmeros os casos em que os elementos dos grupos de resistência armada pela libertação de um determinado território ou pela autonomia de um povo são designados de terroristas para mais tarde serem venerados como heróis. Foi assim em Israel, em Angola, em Moçambique, na Guiné Bissau, o mesmo acontece actualmente na Palestina e no País Basco e muitos outros exemplos poderíamos apresentar...
Em regra são movimentos armados que desencadeiam uma guerra com os meios de que dispõem e com objectivos bem definidos. Outros casos há cujos objectivos se revestem de contornos obscuros e que mais parece tratar-se de meros criminosos cujas acções servem apenas para roubar e extorquir grossas maquias, mesmo que para tal deixem um rasto de sangue hediondo.
Parece-me ser este o caso do Grupo de Resistência Antifacista Primeiro de Outubro (GRAPO) que opera na vizinha Espanha desde 1977. Três elementos deste grupo estão a ser julgados pelo assassinato da empresária Ana Isabel Herrero em 2006 e um deles, dirigindo-se ao fiscal, figura que corresponde no nosso ordenamento judicial ao Delegado do Ministério Público, atirou-lhe com este mimo: "Arrepentido estará tu puta madre, gran hijo de puta. No vuelvas a decir eso, cabrón, eso es una provocación".
Até para se ser terrorista é preciso ter nível...