Dois dos elementos que mais têm dado que falar nos últimos dias. O fogo tem devorado áreas enormes de mato e florestas. Mãos criminosas desencadeiam a catástrofe e o tempo, muito de feição, faz o resto. Acredito que os voluntariosos bombeiros fazem o que podem mas sozinhos não conseguem opor-se com sucesso a tamanho flagelo. Para cúmulo o cabo Pereira vem estabelecer comparações e dizer que ardeu menos área do que nos anos tal e tal. Deve sentir-se feliz por isso.
De água, cá pelo burgo, estamos conversados. Todos os anos por esta altura é a mesma coisa: as torneiras só deitam vento. Só que esse fenómeno ocorre apenas nas casas situadas em pontos mais elevados. O argumento das entidades responsáveis é sempre o mesmo: consumos exagerados devido ao número exponencial de residentes com a chegada dos emigrantes. Mas se o problema é dos consumos eu desafio a autarquia a fazer um estudo que demonstre onde e quando ocorreram esses consumos e que o divulgue, para sabermos como é, porque eu desconfio de outras coisas e porque são sempre os mesmos a "pagar a factura" da água que as torneiras não deitam.
E depois aparece uma "jóia" destas na comunicação social: As zonas mais altas das freguesias de montanha de Mazedo e Cortes, no concelho de Monção, estão sem água há cerca de uma semana.
Ora, o que a menina Andreia Cruz designa de "freguesias de montanha" são, nem mais nem menos, duas das freguesias mais ribeirinhas do vale do Minho, cujas cotas mais altas devem situar-se entre os 100 e os 150 metros de altitude. E são as que mais sofrem da falta do precioso líquido, vá lá saber-se porquê...