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quinta-feira, 31 de maio de 2007

Acabou a Greve

Ontem foi dia de greve geral. Eu, como não posso fazer greve fisicamente, aderi de alma e coração de forma virtual e, por isso, aqui o Memórias não esteve com meias medidas: fechou.
Faltou, porém, uma explicação, algo que elucide os biliões de internautas sobre as ponderosas razões que me levaram a tomar tão drástica medida.
E eu queria dar essa satisfação mas tal não é fácil.
Como é que eu poderia dizer abertamente que estamos num país de fruta (daquela que os macacos gostam), que temos um primeiro ministro que parece ser filho de uma frequentadora da "bia norte", sem me arriscar a dar com os costados no Forte de Elvas?
Não é que eu tenha alguma desconfiança em relação aos meus leitores mais fiéis mas quem me garante que não anda por aí algum haker que me vai delatar?
Além disso eu não me envolvo em politiquices. Eu identifico-me mais com o povo que trabalha e sofre, paga os impostos e lamenta a sua sina, quer fazer greve e não pode porque os míseros trocos que se arrisca a perder fazem muita falta para pagar as contas da água, da elecricidade, do telefone, da gasolina, dos feijões, dos tomates, do macarrão, do pão, da educação, da saúde...

Imagem Internet

Sei que estou a ser um pouco extravagante e egoísta, devia limitar-me apenas às coisas básicas mas uma pessoa habitua-se ao luxo e depois custa muito andar para trás.
Além disso a greve que se pretendia geral foi um autêntico fiasco, a fazer fé nos números oficiais e como se deduz dos escassos blogers que aderiram a esta iniciativa.


domingo, 15 de abril de 2007

Depois da Páscoa

A culpa é da vontade


A culpa não é do sol
Se o meu corpo se queimar
A culpa é da vontade
Que eu tenho de te abraçar

A culpa não é da praia
Se o meu corpo se ferir
A culpa é da vontade
Que eu tenho de te sentir

A culpa é da vontade
Que vive dentro de mim
E só morre com a idade
Com a idade do meu fim

A culpa é da vontade

A culpa não é do mar
Se o meu olhar se perder
A culpa é da vontade
Que eu tenho de te ver

A culpa não é do vento
Se a minha voz se calar
A culpa é do lamento
Que suporta o meu cantar

A culpa é da vontade
Que vive dentro de mim
E só morre com a idade
Com a idade do meu fim

A CULPA É DA VONTADE!
(António Variações)